TarotAuraBlog
PT ▾
A app

Arcano Maior · XI

A Justiça no tarot: significado, invertida, amor e trabalho

Normal
  • verdade
  • equidade
  • responsabilidade
  • causa e efeito
  • decisões claras
Invertida
  • desonestidade
  • fugir à responsabilidade
  • injustiça
  • autoengano
Sim ou não
Talvez
A Justiça

A Justiça é a carta das contas claras. Pergunta o que é realmente verdade na sua situação, o que deve, o que lhe devem, e que escolha ainda seria capaz de defender daqui a um ano.

O que mostra a carta da Justiça

Uma mulher coroada está sentada entre duas colunas: uma de pedra escura com uma lua crescente por cima, outra clara com uma lua cheia no topo. Veste um manto violeta sobre um vestido claro. A mão direita segura uma espada erguida, a esquerda uma balança dourada. Atrás dela pende um reposteiro roxo, e para lá dele estende-se água escura sob um céu estrelado. Tem os olhos fechados.

No baralho clássico Rider-Waite, a Justiça veste de vermelho, está sentada entre duas colunas cinzentas iguais e olha diretamente para quem a vê. A nossa mantém as duas ferramentas que importam. A balança pesa factos contra factos, as necessidades de uma pessoa contra as de outra; a espada corta, porque depois de pesar é preciso decidir. Os olhos fechados leem-se menos como cegueira e mais como escuta: julgar pelo que se sabe, não pelas aparências. As colunas escura e clara enquadram os dois lados entre os quais está a escolher.

A Justiça na posição normal

Na posição normal, a Justiça fala de ver uma situação sem a versão lisonjeira. O que aconteceu, quem fez o quê, quanto custou? É a carta da causa e efeito: os resultados com que vive nasceram de escolhas anteriores, suas e de outras pessoas. Não é um castigo. É informação. Enquanto a Roda da Fortuna, a carta anterior, fala do que lhe acontece, a Justiça fala do que resulta do que fez.

Na prática, a Justiça costuma aparecer quando há uma decisão para tomar e já sabe qual é a resposta justa, mas preferia uma mais suave. Pede-lhe que dê nome aos factos, peça desculpa onde errou, peça o que lhe devem onde não errou, e assine por baixo do resultado.

A Justiça invertida

Invertida, a balança pende. Às vezes é algo exterior: uma situação que é mesmo injusta, uma regra aplicada a si mas não aos outros, uma promessa que alguém quebrou em silêncio. Mais vezes aponta para dentro, para as pequenas formas de fugir à responsabilidade: culpar as circunstâncias, reescrever a história para ficar melhor na fotografia, fazer contas numa relação em vez de conversar.

A carta invertida também pode significar ser demasiado duro consigo, julgar o próprio erro com muito mais severidade do que julgaria o de um amigo. A equidade também o inclui a si. A pergunta útil não é «quem é o culpado?», mas «qual é a versão honesta, e o que posso fazer quanto a isso agora?»

A Justiça no amor

Numa relação. Na posição normal, a Justiça pergunta pelo equilíbrio. Quem trata dos planos, do trabalho emocional, dos pedidos de desculpa? Favorece conversas diretas sobre o que parece justo, tidas como uma conversa entre iguais e não como um julgamento.

Se está sozinho. Na posição normal, é uma carta de critérios honestos. O que quer realmente, e está a oferecer o mesmo em troca? Pode também significar fechar contas antigas: ver uma relação passada com clareza, em vez de a pintar só com vilões ou só com perfeição.

Invertida. Procure desequilíbrio ou contas feitas às escondidas: ressentimento que cresce porque ninguém lhe dá nome, ou uma história sobre o passado que protege mais o orgulho do que explica o que quer que seja. O nosso guia de tarot do amor tem tiragens exatamente para estas perguntas.

A Justiça no trabalho e na carreira

Na posição normal, a Justiça favorece processos limpos: acordos claros, decisões registadas por escrito, avaliações justas. Se cometeu um erro, assumi-lo cedo costuma sair mais barato do que escondê-lo.

Invertida, esteja atento a arranjos pouco claros: promessas vagas, mérito atribuído à pessoa errada, um negócio que só funciona se ninguém ler as letras pequenas. A carta não lhe diz o que fazer; diz-lhe para olhar com mais atenção. Num litígio formal, o passo certo é falar com quem trata destes assuntos profissionalmente, não com uma carta. Mais tiragens para questões de trabalho no guia de tarot para a carreira.

A Justiça como carta do dia

A pergunta de hoje: «onde estou a contar a mim mesmo uma versão conveniente da história?» Escolha uma situação, como um desentendimento, uma mensagem por responder ou uma tarefa cuja culpa anda a atirar para outra pessoa, e escreva os factos em três frases simples, sem adjetivos.

Um pequeno gesto para hoje: salde hoje uma pequena dívida. Devolva o que pediu emprestado, responda ao e-mail que deve, diga o obrigado ou o desculpe que anda a adiar. Mais sobre trabalhar com uma carta diária em como ler a sua carta do dia.

A Justiça é sim ou não?

Talvez, e depende da equidade. A Justiça inclina-se para o sim quando aquilo sobre que pergunta é honesto e equilibrado, e para o não quando só funciona torcendo a verdade ou passando por cima dos interesses de alguém. Se na mesma tiragem lhe sair a seguir o Julgamento, a pergunta passa a ser menos sobre a situação e mais sobre si. Mais sobre ler este tipo de perguntas: tarot de sim ou não.